20/03/2014 às 16h44min - Atualizada em 07/12/2016 às 13h23min

Railídia Carvalho, a mais nova musa do Samba Brasileiro

Railídia Carvalho é um verdadeiro exemplo de que samba bom vem de toda a parte e de todas as  regiões do país. Nascida em Altamira no Pará, região do baixo Amazonas, ela é conhecida no samba pela alegria, pela voz inconfundível, interpretação e pela extensão de seu repertório e conhecimento das obras de sambistas do Brasil todo. Uma verdadeira enciclopédia do samba, que consegue apresentar através de seu canto as influências de diferentes ritmos.

Como muitas mulheres brasileiras, ela faz de tudo um pouco. Divide suas horas entre a filha,  a música, os projetos sociais e a assessoria política, ligada a segmentos partidários, aos quais ela participa e milita.

Começou a cantar em 1998 nas rodas de samba em São Paulo a partir das “canjas” no Bar do Bilú, no Butantã, porém a boemia paulistana foi apresentada a Railídia pelo músico, advogado e ativista da musica popular brasileira, Fernando Szegeri, na ocasião marido da cantora. Juntos, fundaram em 1999 uma roda de samba no Bar do Cidão, forte reduto de samba hoje fechado, devido a especulação imobiliária na região, onde nasceu os Inimigos do Batente, grupo no qual Railídia canta e realiza, ao lado de Fernando, rodas e projetos de samba em São Paulo há pelo menos 12 anos. Amigos do Inimigos, Roda de Samba no Circuito Universitário de Cultura e Arte (Cuca-UNE) e Anhanguera dá Samba são alguns dos projetos que tiveram ativa participação da cantora na concepção e realização.

De 2004 a 2008, Railídia participou do grupo Bando Afromacarrônico, idealizado pelo músico paulista Kiko Dinucci e consolidado em parceria com o cantor e compositor Douglas Germano. Atuando como uma das pastoras do grupo, ao lado da cantora e compositora Dulce Monteiro, Railídia participou de apresentações em espaços culturais de São Paulo como os Sescs Pompéia e Vila Mariana. Da reunião dos músicos do Afromacarrônico, que privilegiava a música paulista nas diversas manifestações, foi produzido o cd independente Pastiche Nagô. A convite do sambista veterano Silvio Modesto, Railídia se apresentou no Encontro de Comunidades Afrodescendentes na cidade de Cali (Colômbia), em 2011, em que se comemorava o ano internacional dos afrodescendentes.

Depois de mais de 12 anos de carreira, Railida dedica-se a sua carreira solo, e busca através de “Sambas, Batuques e Cantorias”, seu CD solo,  propor o encontro do publico com o seu aprendizado, trazendo as musicas que marcaram sua vida e a reafirmação da produção musical fértil que existe no Pará, sobretudo, enfatizando nomes como maestro Waldemar Henrique. Com Sambas, Batuques e Cantorias, a cantora espera compartilhar a singularidade do canto espontâneo, formado nas rodas de samba, e o repertório singular que colecionou durante os 12 anos dedicados à vivência na música brasileira. Ralidia fala a respeito “Eu gosto de cantar os clássicos, mas prefiro mesmo trazer um negócio que não toca por ai. É uma contribuição do meu jeito de entender a música e reverenciar o terreiro, que é sagrado”.

O próximo show será dia 02 de abril, das 20 as 22h, no bar Vila Sá Barbosa. Rua Dr jorge Miranda, 691, onde ela vem acompanhada pelos músicos Paulo Godoy (violao de 7 cordas) e Ed Encarnação (Percussão).

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