27/11/2014 às 14h17min - Atualizada em 27/11/2014 às 14h17min

Festival DoLadodeCá: Ajax x Largo 13

Por: Juca Guimarães e Renata Asp

 

Duas equipes experientes no jogo coletivo se enfrentam no primeiro jogo da segunda rodada do festival DoLadodeCá, neste sábado, dia 29, no campo Mané Garrincha, às 13h, no Jardim Elba. O festival reúne os 18 melhores times de várzea de São Paulo em amistosos empolgantes.

 

Quatro amigos de Perus, Guto Preto, já falecido, Valter Santana, Gelson e Serjão, montaram o Unidos do Largo 13 para ir além das peladas e competir campeonatos fora da quebrada. O time tem o financeiro assegurado pelas mensalidades dos diretores, festas e rifas, mas também trabalha na parte social do bairro a partir de parceria com uma entidade filantrópica que cuida de crianças carentes da região.

De acordo com a diretoria do Largo 13, quatro pontos são cruciais para continuar trilhando uma história vitoriosa e de bom futebol: a competitividade, a base estrutural da equipe, o respeito e a humildade para com o próximo.

Nesse sábado, o time quer chegar com marcação forte, aproveitando também erros e brechas do adversário para avançar no placar. Enquanto isso, samba e pagode deverão tomar conta da torcida do Largo 13.

Em 1973, o mundo se encantava pelo futebol mágico do Ajax, da Holanda. A seleção nacional era chamada de Laranja Mecânica, e o esquema tático com muito toque de bola e sem posição fixa era o que de mais moderno existia no futebol. Alguns jogadores de um time de futebol de salão de uma escola pública do jardim Vila Rica, próximo a Vila Formosa, na Zona Leste, decidiram fundar um time naquele ano com outros rapazes que jogavam futebol de rua. Daí surgiu o Ajax Vila Rica, que tem como mascote o lobo.

Hoje o time, além de ser uma das referência da várzea, também é uma fábrica de novos craques. Na escolinha da base do Ajax treinam 120 garotos bons de bola. Na equipe principal, o time mescla a energia da garotada com a experiência dos veteranos. A mistura é quase imbatível. Quando o Ajax joga é uma festa só. A bateria do Lobão, com mais de 30 ritmistas, não para um minuto sequer e a equipe sempre responde em campo.

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