20/11/2014 às 11h23min - Atualizada em 20/11/2014 às 11h23min

Festival DoLadodeCá: Vida Loka X Ratatá

POR: Renata Asp e Juca Guimarães

 

A segunda partida da primeira rodada do Festival DoLadodeCá tem tudo para ser eletrizante. As duas equipes são famosas pelo histórico de vitórias e futebol bonito.

 

Quando o time Vida Loka Felicidade surgiu, em 2003, o Jardim São Luiz não passava por um momento muito tranquilo. Guerras e acertos de conta entre quadrilhas tirava a paz dos moradores. Um grupo de rapazes decidiu então montar um time de futebol para jogar na várzea. O nome Vida Loka não é uma referência ao crime como parece. Segundo os diretores, na época e até nos dias de hoje, ser vida loka também é fazer uma correria para estudar, trabalhar, buscar algum progresso e manter a família bem. Por isso, o nome do time também tem a palavra Felicidade, que também é uma referência à favela Felicidade onde fica a sede do time. Todos os anos, o time promove a festa do Dia das Crianças e do Natal da comunidade. A torcida do Vida Loka é fiel e vai vibrar pelo time onde ele estiver. As festas na sede do time são famosas pela animação, Samba, rap e funk dão o tom das comemorações.

 

O nome do time de Heliópolis lembra som de tiro mas não serve só para espantar adversários. A criatividade dos fundadores Jonas, Ceará, Chagas, Didi Gilmar e Jó, ao inventar o nome da equipe numa mesa de bar em 1997, rendeu marketing suficiente para manter as contas da equipe mais tradicional da comunidade. Isso porque Ratatá virou uma logomarca do futebol da comunidade. Ele está estampado nas ruas, carros, camisas, bonés e também na pele de vários moradores de Heliópolis, uma das maiores favelas da cidade. A formação 4-4-2 da equipe irá para ocampo de maneira ofensiva, junto com os gritos da Bicho Solto, torcida oficial do Ratatá. "Vamos em busca da vitória e vamos para cima sim", diz o presidente Dedé. Para impressionar no festival, os mascotes do time, um regueiro e o personagem Zeca Urubu, foram reestilizados. As mudanças de espaços para o futebol de várzea, como os salões ou quadras, são encaradas pelo time como uma questão de adaptação à realidade, mas o foco está no campo. Acompanhado do Ratatá da arquibancada, os sons mais ouvidos durante os jogos da equipe são o samba e o rap nacional.

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