19/11/2014 às 22h09min - Atualizada em 19/11/2014 às 22h09min

Festival DoLadodeCá: Ponte Preta x Mangue

POR: Renata Asp e Juca Guimarães

 

O festival DoLadodeCá começa com um grande clássico da várzea, às 13h, se enfrentam o time Ponte Preta, de Taboão da Serra, e o Mangue, da Vila Madalena. A locução da partida fica por conta da equipe Narra Várzea, com a estreia mais que especial do poeta Sérgio Vaz.

 

O time da Ponte Preta foi criado em 1985 por iniciativa do sr. Altamiro. Era ele que organizava os garotos do bairro para montarem times de futebol. Além de ser torcedor da Ponte Preta, de Campinas, o sr. Altamiro admirava muito o fato da equipe ter sido a primeira a aceitar jogadores negros. O time ficou sem jogar de 1989 a 2000. Nessa segunda fase, surgiu também a ONG AFirma (Associação Favela, Igualdade e Respeito ao Menor Adolescente). Desde 2001, eles fazem uma festa para as crianças e doam 15 mil brinquedos para as crianças da periferia do Taboão. A ONG também tem uma marca de roupas e boné que ajuda a manter o time. Eles têm uma lojinha no Fecebook. O time joga de forma bastante ofensiva e adota o esquema tático 4-4-2. A torcida e a bateria do time é bastante presente e animada. O hino do time foi composto pelo rapper Funk Buia, do grupo ZáFrica Brasil.

 

O time do Mangue veio para provar que a Vila Madalena, não é feita só de bares badalados. Tem também favela, futebol de várzea e samba. A comunidade do Mangue, existente desde os anos 60 nas ruas Fidalga e Rodésia, vai ser representada pelo futebol do time que leva o mesmo nome da favela. O Mangue foi criado em 1982, por um grupo de amigos. Participando de jogos de salão em escolas públicas da região, o time foi parar na Liga da Batalha de Futsal e conquistou o bi-campeonato da Copa Andorinha em 2005 e 2006. Para manter as finanças de pé, uniformes, transporte, alimentação e outros são garantidos com o apoio de comerciantes do bairro. O diretor do time, João do Mangue, diz que dificilmente volta para a quebrada com derrota. “Nossos jogadores são especialistas em dribles desconcertantes e muita firula.” O que mais rola nos jogos é o bom e velho samba, sem dispensar o funk, o rock e o sertanejo. “Quando a torcida chega, é a batucada da arquibancada que comanda. Ao final dos jogos sempre fazemos roda de samba para celebrar", conta João. Religiosamente, todas as sextas-feiras, o Mangue visita diferentes comunidades de São Paulo a fim de uma boa partida.

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