31/07/2019 às 11h14min - Atualizada em 31/07/2019 às 11h14min

E então o que você vai fazer?

O nome da coluna já dá uma boa dica sobre o que vamos falar por aqui. As potencialidades das quebradas são infinitas e a soma da união, da solidariedade, da dedicação e do comprometimento trazem frutos maravilhosos para todos. Da autoestima até a emancipação econômica.

Foto: DiCampana Foto Coletivo
É com muito orgulho e ciência da responsabilidade que escrevo este meu primeiro texto para o DoLadoDeCá nesta coluna Progresso Compartilhado. Agradeço muito a atenção de vocês todos nessa jornada. O nome da coluna já dá uma boa dica sobre o que vamos falar por aqui. As potencialidades das quebradas são infinitas e a soma da união, da solidariedade, da dedicação e do comprometimento trazem frutos maravilhosos para todos. Da autoestima até a emancipação econômica. É assim que fluía o pensamento da jornalista, produtora, agitadora e ativista Tatiana Ivanovici, que é uma grande inspiração para esse furacão de conscientização periférico que já está acontecendo e vai crescer ainda mais.

O empoderamento já é uma realidade mesmo em um cenário árdua de movimentos repressores contrários e atrasados. As nossas vidas, ideias, potencialidades, sonhos e realizações valem muito. Elas ganham muito mais força quando são compartilhadas com foco no progresso. No autocuidado e no cuidado com o outro.
 
O título "E aí o que você vai fazer?" é uma pergunta instigante. Eu acredito que os questionamentos ajudam muito a ter ideias e desenvolver estratégias. As grandes invenções da humanidade partiram de questionamentos sobre como superar adversidades.
É bem bacana parar um pouco a rotina mecanizada do dia e pensar os problemas pela janela do progresso compartilhado.
Por outro lado, o título "E aí o que você vai fazer?" também pode ser interpretado como um prenúncio de convite para fazer parte de algo novo. Um projeto de progresso compartilhado. Olha que legal.
 
Também vou usar esse espaço aqui da coluna para falar do que tá rolando por aí. Começo contando sobre dois projetos meus que são desafios novos nessa minha carreira de 20 anos de jornalismo, completados agora em 2019. O  primeiro é o livro que estou escrevendo que vai se chamar "Crônicas do Capão", com texto que reúnem um pouco da memória afetiva da minha infância e começo da adolescência no Capão Redondo, zona Sul de São Paulo, no começo dos anos 80. A outra é uma peça de teatro que estou escrevendo sobre um psicólogo negro que vai trabalhar em um país estrangeiro, onde tem uma ditadura muito repressora, e ele tem que tratar um oficial militar que é o chefe de um centro de tortura. É um texto que fala sobre caráter e política.  O nome da peça é "Psique Noir" e o personagem principal é inspirado e dedicado ao ator e ativista Sidney Santiago. 

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